Centro Acadêmico de História - Por Lutas e Conquistas!

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Conselho Consultivo avalia Bumba-meu-boi como patrimônio cultural


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido no próximo dia 30 de agosto, na nova sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, em Brasília, para avaliar o registro do Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão como Patrimônio Cultural do Brasil.
A proposta de foi apresentada em 2008 ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan pela Comissão Interinstitucional de Trabalho, composta pela Superintendência Regional do Iphan e atual Superintendência do Iphan no Maranhão, Secretaria de Estado de Cultura, Fundação Municipal de Cultural, Comissão Maranhense de Folclore, Grupo de Pesquisa Religião e Cultura Popular da UFMA, representantes dos Grupos de Bumba-meu-boi dos Sotaques da Baixada, Matraca, Zabumba, Costa-de-mão, Orquestra e de Bois Alternativos.
O Bumba-meu-boi do Maranhão é uma celebração múltipla que congrega diversos bens culturais associados, divididos entre plano expressivo, composto pelas performances dramáticas, musicais e coreográficas, e o plano material, composto pelos artesanatos, como os bordados do boi, confecção de instrumentos musicais artesanais, entre outros. Em todo seu universo, destaca-se também a riqueza das tramas e personagens.

De um modo geral, o auto do Bumba-meu-boi é apresentado como a morte e a ressurreição de um boi especial. As apresentações cômicas são feitas com grande participação do público e são entremeadas por toadas curtas contando a história sobre um boi precioso e querido pelo seu amo e pelos vaqueiros. Pai Francisco, o escravo de confiança do patrão, mata e arranca a língua do boi para satisfazer os desejos de grávida de sua esposa, Mãe Catirina. O crime de Pai Francisco é descoberto e por isso ele é perseguido pelos vaqueiros da fazenda, caboclos guerreiros e os índios. Quando preso, são infligidos terríveis castigos e, para não morrer, Pai Francisco se vê forçado a ressuscitar o animal. É quando o doutor entra em cena para ajudar a trazer à vida o boi precioso, que, ao voltar, urra. Todos, então, cantam e dançam em comemoração.

Profundamente enraizado no cristianismo e, em especial, no catolicismo popular, o Bumba-meu-boi envolve a devoção aos santos juninos São João, São Pedro e São Marçal. Os cultos religiosos afrobrasileiros do Maranhão também estão presentes, como o Tambor de Mina e o Terecô, caracterizando o sincretismo entre os santos juninos e os orixás, voduns e encantados que requisitam um boi como obrigação espiritual. O parecer do Departamento de Patrimônio Material – DPI/Iphan destaca que o Bumba-meu-boi do Maranhão reúne também outras manifestações culturais e, por isso, é chamado de complexo cultural. Muitas vezes definido como um folguedo popular, o Bumba-meu-boi extrapola a brincadeira e se transforma em uma grande celebração tendo o boi como o centro do seu ciclo vital e o universo místico-religioso.

O Bumba-meu-boi do Maranhão
O boi, segundo o dossiê descritivo do DPI/Iphan, já era objeto de culto em diversas sociedades do mundo desde a pré-história. Entre as grandes festas populares do Brasil, em algumas a figura do boi é o elemento central, sendo que essas festas do boi ocorrem em todas as regiões do país. São brincadeiras como o Bumba-meu-boi, Boi-bumbá, Boi Surubi, Boi Calemba, Boi Pintadinho, Boi Barroso, Boi Jaraguá, Boi de Canastra, Boi de Reis, Reis de Boi, entre outros. Em relação ao Bumba-meu-boi do Maranhão, uma das diferenças é o momento do ano em que as festas acontecem. Em geral, no norte do país, as festas ocorrem durante o ciclo junino, assim como o Bumba-meu-boi do Maranhão. Já nos outros estados do nordeste, os festejos se concentram próximo do Natal. A festa comporta diversos estilos de brincar – chamados de sotaques – praticados por homens e mulheres, de diferentes classes sociais e que atuam profissionalmente como estivadores, pescadores, trabalhadores rurais e pequenos comerciantes.

Como em muitas festas populares, o Bumba-meu-boi também requer grande dedicação e preparo dos participantes ao longo do ano. É necessário fabricar as vestimentas e treinar as toadas, entre outras atividades que, em geral, se concentram no fim do primeiro semestre e no início do segundo semestre. Os festejos podem ser divididos em quatro etapas: os ensaios, o batismo, as apresentações e a morte do boi. Os ensaios começam no Sábado de Aleluia e seguem até a primeira quinzena de junho. Na véspera do dia de São João, em 23 de junho, as rezadeiras fazem o batismo do boi que é acompanhado pelos participantes na sede dos grupos, nas Igrejas católicas ou em casas de culto afrobrasileiro. Esse é o momento de purificação do novilho, quando São João dá permissão para o boi brincar.

A partir daí começam as apresentações que se concentram no fim do mês de junho e vão até o dia de Sant’Ana, em 26 de julho. Na capital maranhense, por exemplo, ocorrem em arraiais financiados pelo governo estadual e municipal, nas casas ou em arraiais de instituições. Existem dois grandes eventos que marcam a etapa de apresentações na cidade de São Luís: a alvorada na Capela de São Pedro, no bairro de Madre Deus, no dia 29 de junho e o desfile da Avenida São Marçal, no bairro de João Paulo, no dia 30 de junho. Com o fim do ciclo festivo, os grupos começam a programar a morte do boi, um momento para encenação política, pois o tamanho da festa é diretamente proporcional ao prestígio daquele boi e do seu grupo na cidade. A festa da morte, quando o boi retorna para São João, pode durar de dois a sete dias e envolve um elaborado ritual com ornamentos, toadas e encenação.

O universo místico-religioso e social da festa maranhense
Durante a realização do Inventário Nacional de Referência Cultural – INRC sobre o Bumba-meu-boi do Maranhão os técnicos do DPI/Iphan destacaram que a festa possui profundas relações com as esferas religiosas da vida através do catolicismo popular e das religiões afrobrasileiras e também se associa às expressões lúdicas. Os participantes fazem o boi para pagar promessa ou como oferenda a entidades espirituais, por exemplo, como existem também aqueles que querem apenas fazer a sua apresentação. Desta forma, o Bumba-meu-boi do Maranhão está presente em muitas dimensões da vida social dos participantes, tanto que existem regiões no estado onde os grupos fazem visitas às covas de cemitério para saudar os mortos, reforçando a relação que o ciclo festivo estabelece com o ciclo vital, com a vida e morte de bois e homens.

Os folguedos também se transformaram no passar dos anos, sendo que a partir da década de 1990, ocorreu a consolidação do Bumba-meu-boi como produto no mercado cultural e a dependência dos grupos com o Estado em função do grande volume de dinheiro investido nas apresentações. Até mesmo os locais para a realização da festa foram institucionalizados, passando a ocorrer principalmente em arraiais oficiais do governo e sendo reguladas por contratos.

Medidas de Salvaguarda
Ao concluir que é no contexto da celebração que o universo místico-religioso com a devoção a São João, outros santos juninos e de cultos afrobrasileiros, as músicas, as danças, o teatro, os artesanatos, entre outros, alcançam seus sentidos plenos e se transformam no Bumba-meu-boi maranhense, o Iphan indica o registro do Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão como Patrimônio Cultural do Brasil. Para preservar a festa, o DPI/Iphan sugere algumas medidas de salvaguarda como o incentivo à documentação, conhecimento e divulgação; fortalecimento e apoio à sustentabilidade dos grupos; e valorização das expressões tradicionais do Bumba-meu-boi.

Entre as sugestões de salvaguarda estão a implantação de políticas públicas em municípios do interior para integrar os grupos, buscando a valorização de expressões locais e a redução da discriminação. Também é necessário criar novos espaços para a apresentação dos grupos, aproximando integrantes e a platéia, uma vez que alguns arraiais oficiais foram construídos palcos que, além de distanciar o público, modificam as práticas de sociabilidade tradicionais do Bumba-boi, baseadas na aproximação entre brincante e espectador.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

Serviço:
Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data: 30 de agosto de 2011, de 10h às 19h
Local: Sede do Iphan – Sala do Comitê Gestor
Edifício Lucio Costa
SEPS Quadra 713/913 – Bloco D – Asa Sul
Brasília – DF.

Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan: comunicacao@iphan.gov.br


Publicado originalmente em: http://www.portalitz.com.br/noticias/cultura/2011/08/26/conselho-consultivo-avalia-bumba-meu-boi-como-patr/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

PROGRAMAÇÃO DO ÚLTIMO DIA DA SIEH !

- Imagem de paulicasantos 
  
 Amanhã dia 17/06 a partir das 19hs no CESI/UEMA 
Oficina de DANÇAS POPULARES com Renata Lobato. Em seguida Plenária Final da SIEH e Assembléia Geral dos Estudantes de História.

sábado, 4 de junho de 2011

SIEH de 13 a 17 de junho

Olá futuros hitoriadores!

O CAHIS tem a satisfação de anunciar a Semana de Integração dos Estudante de História - SIEH, com o tema Discutindo o Movimento Estudantil de História.
Entre os dias 13 e 17 de junho pretendemos incentivar a integração entre alunos de História da UEMA/CESI, bem como fortalecer o movimento estudantil do nosso curso.

Lembramos que os pré-encontros do ENEH, os chamados Pré-ENEH's, acontecerão durante esta semana, sendo assim é indispensável aos que pretendem ir ao XXXI ENEH participar da SIEH.

Durante a semana de integração teremos mesas, debates, oficinas, Cine UEMA, vivência, intervenção urbana, assembléia geral que servirá como plenária final e noite cultural.

Conheça alguns do temas que serão trabalhados durante a SIEH:
- Movimento Estudantil de Historia (nacional, regional e local)
- bandeiras de luta da FEMEH
- currículo,
- ensino, pesquisa e extensão
- função social do historiador,
- patrimônio histórico artístico e cultural sul maranhense,
- historiografia regional
- Museu de Imperatriz
 e mais.

A maioria das atividades serão realizadas no auditório da UEMA no período da manhã, das 8h ao meio dia, e a noite, das 19h as 22h.

A inscrição custa R$10,00 (dez reais) e a carga horária é de 30 horas. As inscrições podem ser feitas na UEMA a partir do dia 07 de junho, durante a manhã e a noite com os membros do CA e representates de turma.

Você não pode perder! Venha interagir, fortalecer o movimento estudantil e somar conhecimentos!

Em breve a programação e mais informações!

MoViMeNtE-se!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Primeira sessão do Cine UEMA

Olá galera! Convidamos todos para o Cine UEMA! Isso mesmo. Pra quem gosta de cinema o CAHIS dá mais uma opção. Na UEMA também vai ter exibição de filmes.
A primeira sessão acontece quinta-feira, dia 26, às 19h no auditório da UEMA. Serão exibidas seis produções tocantinenses que fazem parte da Coleção Cinematoca. Também teremos a presença do jornalista Antônio Fabrício, que é diretor de alguns dos curtas que serão exibidos.

SINOPSES:

O CAMINHO DAS ONÇAS (doc. 1996) - Marcelo Silva 
Documentário dirigido por sérgioSanz, gravado em 16mm, que conta a luta do engenheiro Bernardo Sayão, para a construir a rodovia Belém-Brasília. Sua trágica morte e o preconceito das elites do sul, contra a estrada. Neste filme Marcelo Silva atua como pesquisador, assistente de direção e co-roteirista, juntamente com Hélio Brito.
3 reais

3 REAIS (documentário rodado em Imperatriz- MA) - Antônio Fabrício
Um recorte do mundo dos mototaxistas em três corridas, três histórias e três reais.

TA AÍ (ficção) - Antônio Fabrício
Tom Zé canta uma velha marchinha de carnaval, e a relação de amor e de ódio entre um casal pode acabar da pior ou da melhor maneira possível.

VIAGEM - FRATASIE (docudrama) - Antônio Fabrício, Tácio Pimenta e Pedro Márcio
Uma jornada estética entre o mundo real, o eu poético e o início de tudo, sugere novas abordagens para o entendimento do próprio homem.

UNDER THE RAINBOW (doc. 2004) - André Araújo
A capital mais jovem do país recebe sua primeira parada GLBT, colocando em choque ideais de liberdade e o preconceito construído junto com a cidade.

A FAMÍLIA QUE MORAVA NA IMPRESSORA (animação - 2004) - Raquel Etges
Dentro de uma impressora, morava uma feliz família de aranhas, até o dia em que quiseram despejá-las. Depois de negociação, encontraram uma solução.


O Cine UEMA é aberto para toda comunidade. 
Chame seus amigos! Venham!

sexta-feira, 25 de março de 2011

MoViMenTe-SE! Vem aí a SIEH!‏

A Semana de Integração dos Estudantes de História (SIEH) foi adiada para começo de maio! De 09 a 13. 
A SIEH está sendo feita por estudantes e para os estudantes de História. Teremos mesas, palestras, oficinas, debates, vivências, Assembléia Geral de História, cultural e interação!
Saiba como está ficando o projeto e a programação, para se interar compareça nas próximas reuniões de construção coletiva da SIEH. Também  formaremos comissões para relização da semana.

Se liga! Fiquem atent@s aos avisos, divulguem também e não deixem de participar das próximas reuniões de construção coletiva da SIEH!

Repasse este comunicado para a galera de História!

MoViMenTe-SE!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mais uma reunião do Fórum de Cultura - dia 07/02

Convidamos os interessados em somar forças com o Fórum de Cultura de Imperatriz, a participarem de mais uma reunião. Na verdade serão duas reuniões devido a incompatibilidade de horários. Para que mais pessoas possam participar, a reunião que será na UEMA (sala a definir), terá duas chamadas, a primeira às 17h e a segunda às 20h.
Clarícia Dallo - Coordenadoria de Cultura do CAHIS, gestão Por Lutas e Conquistas!


A seguir o que ficou definido na última reunião do Fórum:
Texto de Carlos Leen
Dentre as entidades presentes estavam os membros do Centro Acadêmico de Historia/UEMA, Diretório Central do Estudantes/UEMA, Movimento Cultural Ocuparte e pessoas da sociedade civil organizada ligadas ao segmento de teatro e dança. As pautas da reunião foram basicamente Sistema e Conselho Municipal de Cultura, projetos culturais, prédios públicos abandonados em Imperatriz: perspectivas de uso e alternativas, museu e casa de memória, Patrimônio imaterial e material de nossa cidade.
Como prioridade imediata o Fórum deliberou pela ampliação na próxima reunião com os membros do Conselho Municipal de Cultura escolhidos na ultima conferência e ainda não empossados. Foi tirada a proposta de se puxar uma audiência pública na câmara municipal de Imperatriz sobre o tema dos prédios públicos abandonados e foram distribuídas tarefas pontuais aos membros, conforma rege a carta de princípios de Fórum de Cultura de Imperatriz.
Finalmente foi escolhido o nome que deverá ser encaminhado como titular do conselho na área de Patrimônio Histórico (Ronísia Mara). É isso, vamos torcer para que as coisas mudem em 2011.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CONVITE - Reunião do Fórum de Cultura de Imperatriz

Fórum Permanente de Cultura
Movimento Cultural Ocuparte
Diretório Central dos Estudantes JM UEMA/CESI
Centro Acadêmico de História PLC UEMA/CESI


CONVITE

Com o intuito de debater e promover ações que possibilitem a interação social
nas Políticas Publicas de nossa cidade convidamos Vossa Senhoria à se fazer
presente em uma reunião a ser realizada nesta quarta-feira, dia 26 de janeiro, às 19h00,
no Auditório da Universidade Estadual do Maranhão, em Imperatriz.

As pautas a serem desenvolvidas nesta atividade serão:

- Sistema e Conselho Municipal de Cultura;
- Projetos culturais e FCI;
- Prédios Públicos Abandonados em Imperatriz: perspectivas de uso e alternativas;
- Museu e casa de mémoria;
- Patrimônio imaterial e material de nossa cidade: o reconhecimento da cidadania;  
- O que mais houver.

Certos de sua valorosa presença, desde já estimamos votos de apreço e consideração.
Assinam o convite:  
Comissão organizadora Fórum Municipal de  Cultura.

Imperatriz, 19 de janeiro de 2011

sábado, 20 de novembro de 2010

Que trem é esse?

Durante a Semana H no dia 23 (terça-feira), às 21h teremos a participação do grupo de teatro Juventude pela Paz encenando "Que trem é esse?"

Ficha Técnica
Direção: Xico Cruz
Elenco: Mikael Carvalho, Daniela Sousa, Erika Sousa,
Renam Santos, Geisivaldo Cardoso e Edilane.
Sonoplastia: Federico Veronesi
Duração: 40 minutos
Classificação: Livre

Sinopse:
“Que Trem é Esse?” é um espetáculo de teatro encenado por jovens do grupo JUPAZ da cidade de Açailândia e é resultado de uma pesquisa realizada nas cidades de Açailândia, Alto Alegre do Pindaré, Marabá, Presa de Porco e Parauapebas, que são cortadas pela linha de ferro Carajás.
A montagem do espetáculo retrata a vida das pessoas que são atingidas pela Vale, mostrando suas angustias, seus problemas sociais e econômicos, a busca pelo emprego e melhoria de vida. Trazemos os conflitos, as lamentações e dores pela morte de trabalhadores e trabalhadoras, a luta pela sobrevivência, seja com a venda de comidas no Trem ou, seja tentando ocupar um pedaço de terra em uma área urbana.
Homens e mulheres desejosos de vida, na peleja e labuta, sofrendo as mais diversas situações de sofrimento, migração, preconceito, discriminação, descaso e uma infinidade de tormentos.
E essas pessoas que trem de vida estão vivendo? Que trem de justiça lhes amparam? Que trem de educação, moradia, saúde, recebem?