A requerimento da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, aconteceu na segunda-feira (29/8/11), no Plenário, um Debate Público para celebrar os 32 anos da Lei Federal 6.683, de 1979, conhecida como a Lei da Anistia, e o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos sobre os desaparecidos da Guerrilha do Araguaia.
A Lei da Anistia foi promulgada pelo presidente João Batista Figueiredo em 28 de agosto de 1979, ainda durante a ditadura. A norma concedeu anistia àqueles que, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos e eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da administração direta e indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário, aos militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares.
A luta pela anistia dos opositores da ditadura (iniciada no ano de 1968) foi protagonizada por estudantes, jornalistas e políticos de oposição ao regime. No Brasil e no exterior, foram formados comitês que reuniam filhos, mães, esposas e amigos de presos políticos para defender uma anistia ampla, geral e irrestrita a todos os brasileiros exilados no período da repressão política. Em 1978, foi criado, no Rio de Janeiro, o Comitê Brasileiro pela Anistia congregando várias entidades da sociedade civil, com sede na Associação Brasileira de Imprensa.
Guerrilha do Araguaia
Foi um movimento formado no início da década de 1970, em resistência à Ditadura Militar. O movimento ganhou esse nome pelo fato de os conflitos entre militares e guerrilheiros, compostos, em sua maioria, por militantes do PCdoB, aconteceram em localidades próximas ao Rio Araguaia, na divisa entre os estados do Pará, Maranhão e Tocantins. Como resultado dos conflitos, foi registrado o desaparecimento de cerca de 60 pessoas, entre militantes do PCdoB e guerrilheiros recrutados na região. A sentença da Corte Interamericana condena o Brasil pelos desaparecimentos durante a Guerrilha do Araguaia.
(ALMG)
Publicado originalmente em: http://www.portalitz.com.br/noticias/brasil/2011/08/29/guerrilha-do-araguaia-sera-debatida-na-assembleia-/
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Grupo volta a buscar desaparecidos da guerrilha do Araguaia
Publicado dia 11 de Março de 2011 em: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=149327
O Grupo de Trabalho do Tocantins voltou a buscar os restos mortais de desaparecidos na guerrilha do Araguaia (1972-74). Em atividade desde 2009, o grupo enviou no começo de março uma equipe para fazer entrevistas no sudeste do Pará e norte de Tocantins.
O objetivo, segundo o Ministério da Defesa, é falar com pessoas que possam indicar locais onde foram enterrados os envolvidos na guerrilha.
A Defesa informa que os restos mortais encontrados em Xambioá (TO), em outubro do ano passado, continuam a ser periciados no Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal.
No final de janeiro, um relatório das atividades do grupo foi encaminhado para 1ª Vara Federal de Brasília, que cuida do processo.
O grupo prevê em maio novas escavações para encontrar ossadas.
Em dezembro do ano passado, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA (Organização dos Estados Americanos), condenou o Estado brasileiro por violações no combate à guerrilha.
De acordo como o tribunal, o Brasil é responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas durante a guerrilha.
A decisão pede que o Brasil investigue o caso por meio da Justiça comum e identifique os culpados sem beneficiá-los com a Lei da Anistia.
Logo depois da decisão ser anunciada, o ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou que ela é meramente política.
Para o ministro, a decisão não tem efeitos jurídicos no Brasil. Jobim disse também que não há possibilidade de punição para os militares que praticaram tortura no país.
Já o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, afirmou a punição "não revoga, não anula, não caça a decisão do Supremo" sobre a anistia.
Fonte: Folha de S. Paulo
O Grupo de Trabalho do Tocantins voltou a buscar os restos mortais de desaparecidos na guerrilha do Araguaia (1972-74). Em atividade desde 2009, o grupo enviou no começo de março uma equipe para fazer entrevistas no sudeste do Pará e norte de Tocantins.
O objetivo, segundo o Ministério da Defesa, é falar com pessoas que possam indicar locais onde foram enterrados os envolvidos na guerrilha.
A Defesa informa que os restos mortais encontrados em Xambioá (TO), em outubro do ano passado, continuam a ser periciados no Instituto de Medicina Legal do Distrito Federal.
No final de janeiro, um relatório das atividades do grupo foi encaminhado para 1ª Vara Federal de Brasília, que cuida do processo.
O grupo prevê em maio novas escavações para encontrar ossadas.
Em dezembro do ano passado, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA (Organização dos Estados Americanos), condenou o Estado brasileiro por violações no combate à guerrilha.
De acordo como o tribunal, o Brasil é responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas durante a guerrilha.
A decisão pede que o Brasil investigue o caso por meio da Justiça comum e identifique os culpados sem beneficiá-los com a Lei da Anistia.
Logo depois da decisão ser anunciada, o ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou que ela é meramente política.
Para o ministro, a decisão não tem efeitos jurídicos no Brasil. Jobim disse também que não há possibilidade de punição para os militares que praticaram tortura no país.
Já o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, afirmou a punição "não revoga, não anula, não caça a decisão do Supremo" sobre a anistia.
Fonte: Folha de S. Paulo
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O que andam falando da Guerrilha do Araguaia
Guerrilha do Araguaia é destaque em publicação do Museu Goeldi
Publicado dia 24 de janeiro de 2011 em: http://femehnacional.wordpress.com/
Estudos que buscam revelar um pouco mais da história de um dos fatos mais traumáticos da história recente da Amazônia são apresentados ao público na nova edição do “Destaque Amazônia”
Durante a ditadura militar, vários partidos políticos e organizações de esquerda optaram pela luta armada. Nos conflitos rurais, o mais importante foi a Guerrilha do Araguaia. Ocorrida no início da década de 1970, a guerrilha teve este nome por ter sido travada em locais próximos ao rio Araguaia, na divisa entre Pará, Maranhão e, hoje, o estado do Tocantins.
Como resultado do conflito, foram registrados 76 mortos, dos quais 59 militantes do Partido Comunista Brasileiro e 17 recrutados na região. Também por isso, acabou se transformando no principal confronto direto entre o regime militar e a esquerda armada.
Assim, a edição de janeiro do informativo do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), “Destaque Amazônia”, é especial, e trata de estudos desenvolvidos por pesquisadores e bolsistas da instituição na região do Araguaia. E é nesse local onde o Grupo de Trabalho do Tocantins (GTT), criado no âmbito do Ministério da Defesa, desenvolve diversos estudos sobre esse recente acontecimento na história da região amazônica.
O grupo é responsável pela construção do acervo da memória social da Guerrilha do Araguaia integrado ao projeto de identificação dos restos mortais dos guerrilheiros. O trabalho conta com a participação de dois pesquisadores do Museu Goeldi: Rodrigo Peixoto e Ivete Nascimento. Reunir, reproduzir, catalogar e organizar a vasta documentação sobre a guerrilha a fim de disponibilizá-la ao público é a meta do grupo.
Para isso, o GTT registra, em áudio e vídeo, depoimentos sobre a guerrilha para construir um arquivo de história oral temático, e é com base nessas gravações em vídeo que Adriana Coimbra, bolsista de iniciação cientifica do Museu Goeldi, realiza a pesquisa “Memórias do Araguaia: relatos de uma guerrilha”.
Em busca da verdade
Em 1982, instaurou-se processo contra a União Federal do Brasil, que ordenava que fossem achados e identificados os restos mortais de 70 pessoas, entre os quais membros do PC do B e camponeses presos, torturados e desaparecidos. De lá pra cá, houve quebra de sigilo das informações militares, a criação do Grupo de Trabalho do Tocantins, 19 expedições ao local onde os combates ocorreram, identificação de duas pessoas e a condenação do Brasil frente à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Mas o resgate da história da Guerrilha do Araguaia ainda está longe de ser concluída. Presente na vida e na memória das pessoas que sobreviveram, a Guerrilha tem parte de sua história guardada pelos que fazem parte da Associação dos Torturados, no Tocantins.
Memória Social
Em tantos anos, as feridas que a Guerrilha do Araguaia deixou nas pessoas e no local ainda não foram cicatrizadas. A paisagem resultante no local é de destruição e desolação, os sentimentos das pessoas são de insegurança e impunidade e as perguntas ainda continuam sem respostas.
“Os que viveram os horrores daqueles dias de incerteza e de restrição das liberdades capitaneados pela dureza dos chamados ‘anos de chumbo’, trazem na memória lembranças que talvez prefeririam esquecer. Nesse sentido, o desafio é mostrar que a memória não é apenas um instrumento ideológico, mitológico e não confiável. Deve ser, sobretudo, um instrumento de luta, como meio de acesso à igualdade social, garantindo o direito à conquista das identidades”, afirma Adriana Coimbra.
O estudo, que ganhou matéria na mais recente edição do jornal do Museu Paraense Emílio Goeldi, é orientado pelo pesquisador Rodrigo Peixoto – também do Goeldi – e analisa as memórias existentes sobre a Guerrilha do Araguaia na região conhecida como Bico de Papagaio, no sul e sudeste do Pará, no período entre 1967 e 1975.
Adriana Coimbra ressalta que diversas são as visões criadas acerca da guerrilha e de seus participantes, tanto do lado do Estado quanto da sociedade civil. Além disso, a proximidade com os dias de hoje faz a guerrilha muito presente na memória e no cotidiano da população local – mesmo que já se tenham passado 35 anos da dizimação do projeto guerrilheiro.
Religião e resistência
Outro aspecto abordado no “Destaque Amazônia” é a questão religiosa. Ana Andrade, bolsista de iniciação científica desenvolveu o trabalho “Razões práticas da Teologia da Libertação no Xingu e no sul sudeste do Pará”. Orientada por Rodrigo Peixoto, ela procura identificar a atuação e a percepção dos agentes sociais ligados à ala progressista da Igreja Católica envolvida com as causas dos movimentos sociais e lutas pela terra no Xingu, Sul e Sudeste do Estado do Pará.
Os padres atuantes no sul do Pará, ditos revolucionários e ligados à Teologia da Libertação, promoviam encontros em igrejas. Nos seus sermões falavam a respeito do que estava acontecendo na sociedade. “Os militares não gostaram muito disso e, logo no início, a Igreja, que apoiava a revolução, teve que romper com o Estado e adotar claramente o lado dos reprimidos”, lembra Ana.
Confira a versão online do “Destaque Amazônia” de janeiro no link:http://www.museu-goeldi.br/download/pdf/destaque/2011/destaque_amazonia_n48_jan11.pdf
(Lucila Vilar e Vanessa Brasil, da Agência Goeldi)
Publicado dia 24 de janeiro de 2011 em: http://femehnacional.wordpress.com/
Estudos que buscam revelar um pouco mais da história de um dos fatos mais traumáticos da história recente da Amazônia são apresentados ao público na nova edição do “Destaque Amazônia”Durante a ditadura militar, vários partidos políticos e organizações de esquerda optaram pela luta armada. Nos conflitos rurais, o mais importante foi a Guerrilha do Araguaia. Ocorrida no início da década de 1970, a guerrilha teve este nome por ter sido travada em locais próximos ao rio Araguaia, na divisa entre Pará, Maranhão e, hoje, o estado do Tocantins.
Como resultado do conflito, foram registrados 76 mortos, dos quais 59 militantes do Partido Comunista Brasileiro e 17 recrutados na região. Também por isso, acabou se transformando no principal confronto direto entre o regime militar e a esquerda armada.
Assim, a edição de janeiro do informativo do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), “Destaque Amazônia”, é especial, e trata de estudos desenvolvidos por pesquisadores e bolsistas da instituição na região do Araguaia. E é nesse local onde o Grupo de Trabalho do Tocantins (GTT), criado no âmbito do Ministério da Defesa, desenvolve diversos estudos sobre esse recente acontecimento na história da região amazônica.
O grupo é responsável pela construção do acervo da memória social da Guerrilha do Araguaia integrado ao projeto de identificação dos restos mortais dos guerrilheiros. O trabalho conta com a participação de dois pesquisadores do Museu Goeldi: Rodrigo Peixoto e Ivete Nascimento. Reunir, reproduzir, catalogar e organizar a vasta documentação sobre a guerrilha a fim de disponibilizá-la ao público é a meta do grupo.
Para isso, o GTT registra, em áudio e vídeo, depoimentos sobre a guerrilha para construir um arquivo de história oral temático, e é com base nessas gravações em vídeo que Adriana Coimbra, bolsista de iniciação cientifica do Museu Goeldi, realiza a pesquisa “Memórias do Araguaia: relatos de uma guerrilha”.
Em busca da verdade
Em 1982, instaurou-se processo contra a União Federal do Brasil, que ordenava que fossem achados e identificados os restos mortais de 70 pessoas, entre os quais membros do PC do B e camponeses presos, torturados e desaparecidos. De lá pra cá, houve quebra de sigilo das informações militares, a criação do Grupo de Trabalho do Tocantins, 19 expedições ao local onde os combates ocorreram, identificação de duas pessoas e a condenação do Brasil frente à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Mas o resgate da história da Guerrilha do Araguaia ainda está longe de ser concluída. Presente na vida e na memória das pessoas que sobreviveram, a Guerrilha tem parte de sua história guardada pelos que fazem parte da Associação dos Torturados, no Tocantins.
Memória Social
Em tantos anos, as feridas que a Guerrilha do Araguaia deixou nas pessoas e no local ainda não foram cicatrizadas. A paisagem resultante no local é de destruição e desolação, os sentimentos das pessoas são de insegurança e impunidade e as perguntas ainda continuam sem respostas.
“Os que viveram os horrores daqueles dias de incerteza e de restrição das liberdades capitaneados pela dureza dos chamados ‘anos de chumbo’, trazem na memória lembranças que talvez prefeririam esquecer. Nesse sentido, o desafio é mostrar que a memória não é apenas um instrumento ideológico, mitológico e não confiável. Deve ser, sobretudo, um instrumento de luta, como meio de acesso à igualdade social, garantindo o direito à conquista das identidades”, afirma Adriana Coimbra.
O estudo, que ganhou matéria na mais recente edição do jornal do Museu Paraense Emílio Goeldi, é orientado pelo pesquisador Rodrigo Peixoto – também do Goeldi – e analisa as memórias existentes sobre a Guerrilha do Araguaia na região conhecida como Bico de Papagaio, no sul e sudeste do Pará, no período entre 1967 e 1975.
Adriana Coimbra ressalta que diversas são as visões criadas acerca da guerrilha e de seus participantes, tanto do lado do Estado quanto da sociedade civil. Além disso, a proximidade com os dias de hoje faz a guerrilha muito presente na memória e no cotidiano da população local – mesmo que já se tenham passado 35 anos da dizimação do projeto guerrilheiro.
Religião e resistência
Outro aspecto abordado no “Destaque Amazônia” é a questão religiosa. Ana Andrade, bolsista de iniciação científica desenvolveu o trabalho “Razões práticas da Teologia da Libertação no Xingu e no sul sudeste do Pará”. Orientada por Rodrigo Peixoto, ela procura identificar a atuação e a percepção dos agentes sociais ligados à ala progressista da Igreja Católica envolvida com as causas dos movimentos sociais e lutas pela terra no Xingu, Sul e Sudeste do Estado do Pará.
Os padres atuantes no sul do Pará, ditos revolucionários e ligados à Teologia da Libertação, promoviam encontros em igrejas. Nos seus sermões falavam a respeito do que estava acontecendo na sociedade. “Os militares não gostaram muito disso e, logo no início, a Igreja, que apoiava a revolução, teve que romper com o Estado e adotar claramente o lado dos reprimidos”, lembra Ana.
Confira a versão online do “Destaque Amazônia” de janeiro no link:http://www.museu-goeldi.br/download/pdf/destaque/2011/destaque_amazonia_n48_jan11.pdf
(Lucila Vilar e Vanessa Brasil, da Agência Goeldi)
sábado, 20 de novembro de 2010
Mini-cursos
Os minicursos acontecerão nos dias 24 e 25 de novembro.
MANHÃ
> Análise crítica sobre a Guerrilha do Araguaia - Prof. Raimundo Nonato (UEMA)
> O Massacre do Araguaia - Prof. Luiz Maia (UEMA)
> Técnicas de entrevista, perfil e vivência: contribuições
interdisciplinares para história - Prof. Msc. Alexandre Maciel (UFMA)
NOITE
> Os anos de chumbo e as esquerdas revolucionárias: um balanço historiográfico - Prof. Cida Coelho (UEMA/IFMA)
> O memorial ôntico da II Guerra Mundial a partir da negação da humanidade: a filosofia da vida como proposta contrafática à lógica nazi-fascista - Prof. Msc Henrique Assai (UEMA/UFMA)
> Cinema e História: Macunaíma uma Estética da Resistência - Prof. Nice Rejane (UEMA)
A seguir um resumo de alguns minicursos:
Técnicas de entrevistas, perfil e vivências: contribuições interdisciplinares para história
Ministrante: Professor mestre Alexandre Zarate Maciel - UFMA.
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 8h às 12h.
A proposta do minicurso é estabelecer um debate interdisciplinar entre o jornalismo e o campo da História Oral, discutindo técnicas de entrevista aprofundada (em geral utilizadas por autores de livros-reportagem e documentaristas), perfis (histórias de vida) e vivências jornalísticas (observação de ambiente, descrição e narrativas da vida real). Durante as 8 horas, divididas em duas manhãs, serão exibidos trechos de documentários, como “Peões” e “Vlado”, para compreensão das técnicas de entrevistas aplicadas e suas formas de reprodução na região Tocantina. Exemplos de perfis e vivências também serão apresentados na forma de textos de revistas especializadas em História, bem como de livros-reportagem.
Os anos de chumbo e as esquerdas revolucionárias: um balanço historiográfico
Ministrante: Professora Cida Coelho (UEMA/IFMA)
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 19h às 22h.
Através de um balanço historiográfico sobre as esquerdas revolucionárias durante os denominados "anos de chumbo", serão destacados os seguintes aspectos: a sua composição social, as ideologias e movimentos que as influenciaram, suas propostas, suas formas de atuação, suas principais lideranças, pretende-se não só resgatar a luta de tais atores sociais, como também entender os motivos de sua derrota e avaliar o legado deixado por esses grupos.
O memorial ôntico da II Guerra Mundial a partir da negação da humanidade: a filosofia da vida como proposta contrafática à lógica nazi-fascista
Ministrante: Professor mestre Henrique Assai (UEMA/UFMA)
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 19h às 22h.
No primeiro momento do minicurso será levado em consideração o entendimento do tema em questão, e a procedimentalização. Depois, serão tematizadas as categorias filosóficas-políticas da Teoria Crítica (TC), tendo como Leitmotiv (fio condutor(es))Habermas e Hannah Arendt como eixos de pesquisa, e, ademais, a metafísica de caráter ético levinasiana. Esses três autores deverão auxiliar nesse percurso teórico, construído em pressupostos histórico-filosóficos, em superar a lógica negativa da humanidade do nazi-fascismo.
Obs.:
Alguns textos serão utilizados, entre eles o de Hannah Arendt: “Origens do Totalitarismo”, que de acordo com o prof. Henrique, é fundamental para entendimento do minicurso.
Serão entregues cópias desse texto durante o minicurso. Os que se interessarem em fazer uma leitura com antecedência, favor solicitar no e-mail: porlutaseconquistas@hotmail.com.
Cinema e História: Macunaíma uma estética da resistência
Ministrante: Professora Nice Rejane (UEMA)
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 19h às 22h.
Num primeiro momento pensar o cinema como uma fonte inesgotável para o trabalho historiográfico, o que nos permitirá refletir acerca de algumas relações possíveis entre cinema e História, dialogando com Marc Ferro e José D’assunção Barros. O recorte proposto será o período histórico da Ditadura Militar Brasileira, em que se fará leitura do filme “Macunaíma”, de 1969, adaptação do livro homônimo de Mario de Andrade que tem como diretor Joaquim Pedro de Andrade, como fonte histórica.
MANHÃ
> Análise crítica sobre a Guerrilha do Araguaia - Prof. Raimundo Nonato (UEMA)
> O Massacre do Araguaia - Prof. Luiz Maia (UEMA)
> Técnicas de entrevista, perfil e vivência: contribuições
interdisciplinares para história - Prof. Msc. Alexandre Maciel (UFMA)
NOITE
> Os anos de chumbo e as esquerdas revolucionárias: um balanço historiográfico - Prof. Cida Coelho (UEMA/IFMA)
> O memorial ôntico da II Guerra Mundial a partir da negação da humanidade: a filosofia da vida como proposta contrafática à lógica nazi-fascista - Prof. Msc Henrique Assai (UEMA/UFMA)
> Cinema e História: Macunaíma uma Estética da Resistência - Prof. Nice Rejane (UEMA)
A seguir um resumo de alguns minicursos:
Técnicas de entrevistas, perfil e vivências: contribuições interdisciplinares para história
Ministrante: Professor mestre Alexandre Zarate Maciel - UFMA.
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 8h às 12h.
A proposta do minicurso é estabelecer um debate interdisciplinar entre o jornalismo e o campo da História Oral, discutindo técnicas de entrevista aprofundada (em geral utilizadas por autores de livros-reportagem e documentaristas), perfis (histórias de vida) e vivências jornalísticas (observação de ambiente, descrição e narrativas da vida real). Durante as 8 horas, divididas em duas manhãs, serão exibidos trechos de documentários, como “Peões” e “Vlado”, para compreensão das técnicas de entrevistas aplicadas e suas formas de reprodução na região Tocantina. Exemplos de perfis e vivências também serão apresentados na forma de textos de revistas especializadas em História, bem como de livros-reportagem.
Os anos de chumbo e as esquerdas revolucionárias: um balanço historiográfico
Ministrante: Professora Cida Coelho (UEMA/IFMA)
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 19h às 22h.
Através de um balanço historiográfico sobre as esquerdas revolucionárias durante os denominados "anos de chumbo", serão destacados os seguintes aspectos: a sua composição social, as ideologias e movimentos que as influenciaram, suas propostas, suas formas de atuação, suas principais lideranças, pretende-se não só resgatar a luta de tais atores sociais, como também entender os motivos de sua derrota e avaliar o legado deixado por esses grupos.
O memorial ôntico da II Guerra Mundial a partir da negação da humanidade: a filosofia da vida como proposta contrafática à lógica nazi-fascista
Ministrante: Professor mestre Henrique Assai (UEMA/UFMA)
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 19h às 22h.
No primeiro momento do minicurso será levado em consideração o entendimento do tema em questão, e a procedimentalização. Depois, serão tematizadas as categorias filosóficas-políticas da Teoria Crítica (TC), tendo como Leitmotiv (fio condutor(es))Habermas e Hannah Arendt como eixos de pesquisa, e, ademais, a metafísica de caráter ético levinasiana. Esses três autores deverão auxiliar nesse percurso teórico, construído em pressupostos histórico-filosóficos, em superar a lógica negativa da humanidade do nazi-fascismo.
Obs.:
Alguns textos serão utilizados, entre eles o de Hannah Arendt: “Origens do Totalitarismo”, que de acordo com o prof. Henrique, é fundamental para entendimento do minicurso.
Serão entregues cópias desse texto durante o minicurso. Os que se interessarem em fazer uma leitura com antecedência, favor solicitar no e-mail: porlutaseconquistas@hotmail.com.
Cinema e História: Macunaíma uma estética da resistência
Ministrante: Professora Nice Rejane (UEMA)
Dias 24 e 25 de novembro (quarta e quinta), das 19h às 22h.
Num primeiro momento pensar o cinema como uma fonte inesgotável para o trabalho historiográfico, o que nos permitirá refletir acerca de algumas relações possíveis entre cinema e História, dialogando com Marc Ferro e José D’assunção Barros. O recorte proposto será o período histórico da Ditadura Militar Brasileira, em que se fará leitura do filme “Macunaíma”, de 1969, adaptação do livro homônimo de Mario de Andrade que tem como diretor Joaquim Pedro de Andrade, como fonte histórica.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O que foi a Guerrilha do Araguaia
O que foi a Guerrilha do Araguaia? por Danilo Cezar Cabral
Foi a tentativa de dissidentes do Partido Comunista do Brasil (PC do B) de organizar uma luta armada, a partir do campo, para enfrentar a ditadura militar que governava o Brasil em 1968. Na época, a censura barrava notícias e manifestações artísticas que o governo julgasse impróprias. Para piorar, pessoas que se opunham ao regime - ou consideradas uma ameaça - eram perseguidas, torturadas e até executadas. Quando o regime começou a endurecer ainda mais, alguns partidários da esquerda, inspirados pelo sucesso das revoluções chinesa, com Mao Tsé-tung, e cubana, com Che Guevara e Fidel Castro, começaram os planos para derrubar os milicos do poder. O primeiro passo era conquistar a população rural, alistando "soldados" para iniciar a revolução socialista no Brasil.
Foi a tentativa de dissidentes do Partido Comunista do Brasil (PC do B) de organizar uma luta armada, a partir do campo, para enfrentar a ditadura militar que governava o Brasil em 1968. Na época, a censura barrava notícias e manifestações artísticas que o governo julgasse impróprias. Para piorar, pessoas que se opunham ao regime - ou consideradas uma ameaça - eram perseguidas, torturadas e até executadas. Quando o regime começou a endurecer ainda mais, alguns partidários da esquerda, inspirados pelo sucesso das revoluções chinesa, com Mao Tsé-tung, e cubana, com Che Guevara e Fidel Castro, começaram os planos para derrubar os milicos do poder. O primeiro passo era conquistar a população rural, alistando "soldados" para iniciar a revolução socialista no Brasil.
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